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The new look of tradition

Nuno Henriques embellishes the picnic baskets with a simple leather handle and his trade mark. The young entrepreneur calls his baskets ‘Toino Abel’, after his grandfather, who – more than twenty years ago – first introduced his grandson to the art of weaving baskets.

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DA ALDEIA PARA O MUNDO. 
Nunca as cestas de junco tiveram tanto charme como agora. 

Mauro Gonçalves conta-lhe a história de Toino Abel, a marca de um neto que homenageia o avô e recupera uma arte tradicional da aldeia onde nasceu. 

Até lhe podíamos dar as coordenadas de como chegar a Castanheira, no distrito de Leiria, mas por estes dias a melhor referencia que se pode dar desta aldeia são mesmo a cestas da Toino Abel. Reza a história, que é na verdade bem mais antiga que esta marca criada em 2002, que era por Toino Abel que todos conheciam o avô de Nuno Henriques, o criador da marca. Ao pai chamavam António do Abel, mas o facto é que era o pai da avó - José Custódio, mais conhecido como Zé Esteireiro - o verdadeiro mestre da cestaria local. Mais do que seguir um mapa para voltar à aldeia onde nasceu, Nuno precisou de subir a esta árvore genealógica para ver que, afinal, "estas cestas podiam viver no mundo", como conta o fundador, artista plástico até há pouco tempo a morar em Berlim.
Produzidas na aldeia, as cestas continuam a ser feitas por mãos que percebem do assunto. Cidália Ricardo e Emília Pimenta preparam os fios de junco a preceito para depois Lurdes Ribeiro com a sua habilidade para o tear os entrelaçar e formar os desenhos. Na linha Santa Marta, os padrões são escolhidos na hora pela própria tecedeira (mais tradicional que isto não há). Nos Santa Rita, a tradição aproxima-se do mundo moderno e o junco rende-se ao "color block". O cenário rural em que são produzidos não podia contrastar mais com o mundo cosmopolita ao qual rumam as ditas cestas. Londres, Berlim, Viena, Barcelona e Porto já têm Toino Abel, mas por enquanto Lisboa continua a ter de comprar on-line. 
Desengane-se se pensa que as cestas de Castanheira só podem ser usadas em piqueniques. Há tamanhos para todas as ocasiões e se os modelos maiores tanto levam o farnel e a toalha como o computador e a papelada os mais pequenos substituem na perfeição a mala de ombro do dia a dia. A tradição continua a ser o que era mas com uma pitada de modernidade."

in "Time Out", 27 de Agosto a 2 Setembro, 2014. (Entrevista por Mauro Gonçalves). 


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